terça-feira, 20 de dezembro de 2011

o que fica. o que se faz. como?

Engraçado isso que eu tô sentindo. Essa vontade doida de te abraçar-moder-te-ver-te-ter-beijar. Eu sei que não passa de uma simples e louca paixão. Essa coisa doida, platônica (não é assim que você diz? rs). Mas não é isso o ‘engraçado’. É só que, mesmo sabendo que é uma coisa passageira, isso só faz crescer. Agora tenho vontade de que você venha e fique, apenas fique, sabe? Vontade de prolongar esse sentimento, de criar algo bom, sem ligar pro que os outros vão pensar. Mas não dá, não é? Não é tão fácil assim. Nunca é. E eu nem sequer sei se é o que você também quer. Então esqueça. Vamos deixar pra lá. É só mais uma daquelas ideias pra se guardar naquele baú de coisas que se quer e não se faz. E se deixa. E se esquece.

Michelle Guimarães

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Encontrei o amor. Ele não é real, mas que se há de fazer? A gente não pode ter tudo na vida..."

Cecília/Mia Farrow em A cor púrpura do Cairo por Caio F. Abreu (Quando Setembro Vier)

Um pouco do Caio me leu hoje

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

Caio F. Abreu - Pequenas Epifanias